CMG reforça presença no Brasil com novo centro de P&D
Assista a seguir, entrevista exclusiva com Pramod Jain, CEO da CMG, onde ele destaca a parceria de 40 anos com a Petrobras, a expansão das atividades no Brasil e os próximos passos da empresa globalmente.
Segundo o CEO Pramod Jain, a parceria de 40 anos com a Petrobras é um dos pilares da evolução tecnológica da empresa.
A Computer Modelling Group (CMG) está reforçando sua presença no setor de óleo e gás brasileiro com a inauguração de um centro de pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Rio de Janeiro.
A abertura do estabelecimento ocorre no mesmo ano em que a empresa canadense celebra 40 anos de parceria com a Petrobras.
Em entrevista à Brasil Energia, o CEO da companhia, Pramod Jain, destacou que a relação com a estatal brasileira se consolidou como um dos pilares da evolução tecnológica da empresa.
Um dos principais resultados dessa cooperação foi o CoFlow, tecnologia que integra dados de subsuperfície e superfície e, hoje, é utilizada em diversos ativos da Petrobras.
“Isso mostra a força do trabalho conjunto entre engenheiros e cientistas das duas empresas”, afirmou Jain.
A abertura do centro de P&D no Rio busca justamente intensificar essa colaboração. A unidade contará inicialmente com cinco a seis engenheiros, parte deles dedicada exclusivamente à Petrobras. A proximidade física, segundo Jain, deve acelerar o desenvolvimento de soluções e a troca de conhecimento entre as equipes.
Entre as áreas prioritárias do novo centro estão computação de alto desempenho, inteligência artificial, redes neurais e interpretação sísmica — esta última reforçada por aquisições recentes da CMG, como a BlueWare e a Sharp Reflections, que já possuem forte atuação junto à Petrobras.
Além de fortalecer o relacionamento com a estatal, a presença local deve impulsionar negócios com outros clientes no país.
“Ter uma equipe no Brasil vai facilitar tanto o suporte quanto a geração de oportunidades”, afirmou.
Jain também destacou o papel da tecnologia da empresa na transição energética. A CMG já desenvolve soluções para captura e armazenamento de carbono (CCS), geotermia e hidrogênio, áreas consideradas estratégicas para a descarbonização do setor.
“Queremos ser uma potência em subsuperfície, com a engenharia de reservatórios como nosso foco principal”, concluiu o CEO.



