Amapá defende avanço exploratório da Margem Equatorial brasileira

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Amapá se prepara para avanço exploratório da Margem Equatorial

Governo do estado mostra em evento de O&G na OAB-AP que outros países da América do Sul estão acelerando perfurações e registrando descobertas na nova fronteira exploratória

Por Eliane Velloso

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Antônio Batista ministrou a palestra “Infraestrutura Estratégica para a Indústria do Petróleo” (Foto: Adriano Monteiro/GEA)

O governo do Amapá está se preparando para o crescimento da atividade exploratória de petróleo e gás na costa do estado, mirando no avanço da exploração e produção verificada nos outros países da América do Sul, que estão acelerando perfurações e descobertas na nova fronteira exploratória.

Em participação no II Congresso de Petróleo e Gás do Amapá (CPGAP), realizado no estado de 9 e 10 de abril, pela Comissão de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis da instituição da seccional da OAB-AP, com o tema “Margem Equatorial e o Novo Ciclo de Desenvolvimento do Amapá: Energia, Economia e Sustentabilidade”, representantes do governo, empresas e especialistas do setor debateram sobre as oportunidades e desafios da exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial.

O diretor de Atração de Investimentos da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá, Antônio Batista, ministrou a palestra “Infraestrutura Estratégica para a Indústria do Petróleo”, em que destacou diversas iniciativas que o governo estadual tem implementado nesta fase de preparação para recebimento da indústria do petróleo.

"Entre as nossas diferentes medidas destacam-se os estudos para implantação de uma infraestrutura portuária, um novo parque industrial, programas para a qualificação profissional, entre outros. O que tinha previsão para ocorrer em 50 anos, a indústria do petróleo irá demandar e antecipar uma infraestrutura no Amapá já para os próximos 5 anos, destacou Batista.

Atividade exploratória offshore de petróleo e gás nos países da Margem Equatorial da América do Sul (Foto: GEA)

Na sua apresentação, Batista mostrou que outros países da América do Sul estão muito mais avançados na perfuração de poços exploratórios, como Trinidad Tobago, Guiana e Suriname, respectivamente com 43, 82 e 40 poços perfurados. Nesses mesmos países, já foram registradas, respectivamente, 24, 53 e 19 descobertas.

No evento, o executivo reforçou o posicionamento da gestão estadual como uma nova fronteira energética no país, destacando ações de planejamento, estruturação institucional e alinhamento às melhores práticas do setor.

O congresso contou com a participação de representantes da Petrobras, que está prestes a concluir a perfuração do poço Morpho, no bloco FZA-M-59, cujo resultado gera grande expectativa no mercado de óleo e gás do país.

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