Bacalhau somará 30% à produção da Galp no plateau, diz country manager no Brasil

Revista Brasil Energia | ROG.e 2026

Bacalhau somará 30% à produção da Galp no plateau, diz country manager

Petrolífera portuguesa planeja que pico de produção do campo no pré-sal da Bacia de Santos seja atingido até o final de 2026

Por Isa Morena

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Paula Pereira da Silva, country manager da Galp no Brasil, no estande da empresa na ROG.e 2026 (Foto: Leo Rosario/Aura Estúdio)

O campo de Bacalhau deve adicionar mais de 30% da produção da Galp até o fim deste ano, apontou a Country Manager da empresa no Brasil, Paula Pereira da Silva. Segundo ela, isso deve acontecer quando o campo atingir o plateau, ainda em 2026, totalizando 220 mil barris de petróleo por dia. A informação foi dada em coletiva de imprensa na ROG.e 2026.

Bacalhau, localizado na bacia de Santos, entrou em produção em outubro do ano passado. A Galp detém 20% de todo o campo, o qual compartilha com a norueguesa Equinor e a americana ExxonMobil, que têm fatias de 40%.

Paula sinalizou que Bacalhau está em um momento de ramp-up (quando a produção começa a acelerar), o qual considera um momento crítico do ponto de vista operacional. No entanto, ela mantém o otimismo para o campo:

“É realmente uma pegada superior àquela que tem sido nos outros projetos que temos em portfólio no Brasil. Para nós, Bacalhau é realmente um ativo de extrema importância, de extrema relevância”.

Além de bacalhau, a Galp, que completou 25 anos de operação no Brasil este ano, detém participações em outros campos ao longo da Bacia de Santos, totalizando 13 FPSOs em produção. Paula sinalizou que mais duas unidades estão em produção.

A country manager mencionou que a empresa tem feito esforços para destravar mais valor em Tupi e Iracema. De acordo com ela, aumentar em um ponto percentual o fator de recuperação do complexo pode adicionar 200 milhões de barris à produção.

Outro campo que a Galp tem procurado desbloquear o potencial produtivo é o campo de Júpiter, que possui alto teor de CO2.

“Júpiter é um ativo com enorme volume in place, por isso, uma vez desbloqueado e tornado comercial, realmente pode ser transformador para qualquer uma das empresas e até para o próprio Brasil, que necessita de repor reservas ao ritmo de produção que tem hoje”, disse Paula.

A Margem Equatorial e a Bacia de Pelotas também estão no radar da companhia portuguesa para novas oportunidades de expansão, segundo Paula. A companhia já possui participações em quatro blocos na Bacia de Barreirinhas, na Margem Equatorial, e arrematou no ano passado três blocos na Bacia Potiguar.

Investimentos no gás

A Galp também tem explorado a frente de comercialização de gás desde a abertura do mercado com a Lei do Gás em 2021. Paula destacou o objetivo da empresa de crescer nesta área do setor:

“Nós somos produtores de gás, somos exportadores de gás e hoje comercializamos gás também. E passa muito pela nossa estratégia aumentar a nossa carteira para conseguirmos aumentar essa nossa presença, irmos cada vez mais longe na cadeia de valor e chegarmos ao cliente industrial, ao cliente final, ao cliente do mercado livre.”

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