Revista Brasil Energia | ROG.e 2026

Constellation soma US$ 2,5 bi em backlog e mira nova fronteira

Rodrigo Ribeiro detalha o tricampeonato como fornecedor da Petrobras, a preparação da sonda NS-43 para o Amapá e a atuação em descomissionamento no Nordeste

Por Rosely Maximo

Compartilhe Facebook Instagram Twitter Linkedin Whatsapp

Em entrevista à Brasil Energia durante a ROG.e, o CEO da Constellation e chairman da Abespetro, Rodrigo Ribeiro, celebrou o tricampeonato da empresa no prêmio de melhor fornecedora da Petrobras — que reconheceu a excelência na operação de sondas conciliada a desempenhos em meio ambiente e direitos humanos. O executivo detalhou o processo de mobilização da sonda NS-43 (Amaralina Star) para a campanha de delimitação na Margem Equatorial, o suporte logístico a partir de Macaé e Macapá, e a experiência da empresa no abandono de poços maduros no Nordeste com unidade autoelevatória (jack-up).

Veja os principais destaques da entrevista:

Tricampeonato em premiação da Petrobras

A companhia foi eleita pela estatal como melhor fornecedora em três categorias simultâneas: operação de sondas de perfuração offshore, segurança/meio ambiente (SMS) e direitos humanos, chancelando a conformidade operacional de sua frota.

Backlog de US$ 2,5 bilhões e frota ativa

Após um período de transição de sete contratos em 2025, a empresa assegurou uma carteira de pedidos firmes de US$ 2,5 bilhões, com taxa de ocupação contratada para os próximos três anos. A frota de nove sondas atende a sete contratos com a Petrobras e duas unidades alocadas para petroleiras independentes, com destaque para a Brava Energia.

Mobilização da NS-43 para a Margem Equatorial

A sonda de águas profundas NS-43 (Amaralina Star) concluiu etapas estruturais de preparação e passa por ajustes finais antes de seguir para a Bacia da Foz do Amazonas. A unidade ficará à disposição do plano de trabalho da Petrobras, estruturado para perfurar os poços adicionais de delimitação recentemente autorizados pelo Ibama na área da descoberta de Morpho.

Estrutura logística e inserção local no Amapá

Para suportar as operações no extremo norte, a perfuradora realizou missões de reconhecimento técnico (scouting trips) e estabeleceu equipes de suprimentos e recursos humanos em Macapá, com foco no empreendedorismo local. O suporte de engenharia especializada (mecânica, elétrica e submarina) continuará centralizado na base operacional de Macaé (RJ), com equipes destacadas em campo.

Atuação em descomissionamento no Nordeste

A empresa opera uma unidade autoelevatória (jack-up) dedicada a campanhas de abandono definitivo e tamponamento de poços maduros em lâmina d’água rasa na costa de Sergipe, posicionando-se para atender à demanda de fim de ciclo dos ativos marítimos pioneiros.

Protagonismo da América do Sul no offshore

Ribeiro destacou que a América do Sul caminha para praticamente dobrar sua produção offshore entre 2020 e 2030. Em um contexto de estabilidade geopolítica, o executivo ressaltou o papel do continente para a segurança energética global, apontando vetores de crescimento na Margem Equatorial, Bacia de Pelotas e descobertas em países vizinhos como Guiana, Suriname e Colômbia.

Veja a entrevista na íntegra aqui.

Veja outras notícias sobre rog.e 2026

Últimas