Moçambique aposta em novos dados sísmicos para atrair investidores

Revista Brasil Energia | ROG.e 2026

Moçambique aposta em novos dados sísmicos para atrair investidores

Durante a ROG.e, o presidente do CA do INP, órgão regulador do país, destacou avanço em contratos de sísmica e negocia novas parcerias para blocos ainda não adquiridos no país

Por Fernanda Legey

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Nazário Bangalane, presidente do Conselho de Administração (CA) do Instituto Nacional de Petróleo (INP) de Moçambique (Foto: Divulgação ROG.e 2026)

O presidente do Conselho de Administração (CA) do Instituto Nacional de Petróleo (INP) de Moçambique, Nazário Bangalane, enxerga que ainda há espaço para adquirir mais dados sísmicos do gás natural presentes nas bacias do país. Sua fala ocorreu durante palestra na ROG.e 2026, na quarta-feira (23), logo depois do anúncio da assinatura do MoU entre Petrobras e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos do país.  

O INP é o órgão regulador de Moçambique e Bangalane destacou que é o trabalho, como reguladores, de garantir que haja dados sísmicos para que investidores possam avaliar o país e realizar um investimento seguro. “Temos noção dos dados geológicos que nós temos. Temos noção que temos muito mais para oferecer ao mundo”, disse o executivo. 

Em junho, o INP e a Geopartners Limited assinaram um acordo no âmbito do 3º Concurso de Aquisição de Dados Sísmicos 3D. Neste concurso, a SLB, a Viridien e a GeoEx venceram licitações para realizar sísmicas 3D em algumas áreas. O concurso também abrange licitações para sísmicas 2D (TGS que fará) e Aéreo Gravimétrico e Magnético (TGS e Bravura). 

O presidente do CA relatou que, no momento, existem seis contratos assinados e que estão em fase de estudo ambiental. Em breve, os levantamentos sísmicos começarão e posteriormente as perfurações.

Ele também divulgou que estão em negociação com diversas empresas para que blocos que não foram adquiridos sejam contratados. “Em breve teremos novos contratos de pesquisa e produção para que, eventualmente, descubramos mais para oferecer ao mundo”, pontuou Bangalane. 

Segundo Bangalane, os ativos em Moçambique produzem em sua maior parte gás natural e pequenas quantidades de óleo. O país tem atualmente reservas de 183 trilhões de pés cúbicos (cerca de 5,3 trilhões de m³) de gás natural. 

Alguns dos projetos ativos no país são o FLNG de Coral Sul (Eni), na Bacia de Romuva (offshore) e os campos de Pande e Temane (Sasol), na Bacia de Moçambique (onshore). Outros projetos em desenvolvimento são o Mozambique LNG (TotalEnergies), o 2º FLNG de Coral Norte (Eni) e o Rovuma LNG (consórcio entre ExxonMobil, Eni e CNPC).

 

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