Para Baruzzi, replicar projetos é o ideal

Revista Brasil Energia | ROG.e 2026

Para Baruzzi, replicar projetos é o ideal

A visão da diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi, é que repetir projetos de FPSOs ajuda a reduzir riscos

Por Fernanda Nunes

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Plenária da ROG.e 2026 debateu a competitividade offshore (Foto: Brasil Energia)

A diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi, acredita que replicar um projeto de FPSO seja o ideal, porque diminui as incertezas. Questionada sobre os melhores meios de contratação de unidades produtoras de óleo e gás, no entanto, ela respondeu que não existe um modelo ótimo. 

“Não é só afretado ou próprio. O BOT (build, operate and transfer) não é a salvação de todos os projetos. Cada caso é um caso, depende do momento do mercado”, afirmou Baruzzi, em palestra na ROG.e. 

Sobre o atual cenário de guerra e instabilidade, a executiva afirmou que a Petrobras está acostumada a operar em um ambiente de incerteza. Ela lembrou que a indústria do petróleo é marcada por forte volatilidade de preços. Como exemplo, citou o valor do barril do Brent, que chegou a ser vendido a menos de US$ 25 na pandemia e alcançou os US$ 150 no ano passado.

"Antigamente, só revíamos o nosso plano estratégico no ano seguinte. Mas, com essa dinâmica, um ano é muito tempo. A cada três meses estamos ajustando portfólio para garantir projetos robustos", afirmou Baruzzi.

A executiva também destacou que a Petrobras passou a adotar a simplificação e a padronização de projetos para reduzir custos e torná-los viáveis. 

"Antes, tínhamos projetos lindos, mas não viáveis. O topside da plataforma de Seap (Sergipe Águas Profundas) ficou 10% menor; Búzios 12 reduziu o topside em 17% e, na revitalização de Tupi, caiu em 51% o topside", disse a diretora.

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