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Revista Brasil Energia | ROG.e 2026

Petrobras quer ser o equivalente a duas Eletrobras em renováveis

Na abertura da ROG.e 2026, CEO diz que a compahia vai precisar produzir em energias renováveis o equivalente à produção de duas Eletrobras em duas décadas e meia quando deve ser atingido o net zero

Por Fernanda Nunes

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Magda Chambriard, CEO da Petrobras, discursou na abertura da ROG.e 2026 (Foto: Rosely Máximo)

Em discurso nesta segunda-feira (21), na abertura da ROG.e 2026, no Rio de Janeiro,a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, ressaltou que a companhia vai precisar produzir em energias renováveis o equivalente à produção de duas Eletrobras, em duas décadas e meia, quando deve ser atingido o net zero. “Recompor a reserva não é suficiente. Precisamos agregar energias renováveis”, disse ela.

Ela lembrou que 5,6 milhões de barris equivalentes foram produzidos diariamente no país, em agosto. A petrolífera opera 90% do total. 

Chambriard falou também da possibilidade de fusão do setor de petróleo com o agronegócio brasileiro. “Falo da soja, milho, cana-de-açúcar, resíduo vegetal e animal. São negócios absolutamente convergentes entre si. O agronegócio e o setor petróleo são complementares no Brasil. São insumos essenciais para a fabricação de combustível líquido no país”, afirmou a presidente da Petróleo. 

Ela citou ainda que o óleo diesel é essencial para manter a logística no agronegócio. A Petrobras entrega mais de 70% de todo diesel brasileiro. A empresa estuda a possibilidade, que deve ser confirmada no próximo plano de negócio, de alcançar a autossuficiência de diesel no Brasil. 

A executiva também destacou que o parque de refino brasileiro é capaz de atender a demanda nacional em períodos de choque de preço. “O Brasil é um produtor de petróleo confiável, por ser uma região livre de conflito e por desfrutar de arcabouço regulatório maduro”, disse Chambriard.

Durante o evento, Chambriard ressaltou, em seu discurso, as oportunidades que a empresa enxerga na Margem Equatorial e na Bacia de Pelotas. A perspectiva é de produção crescente até meados da próxima década.  

“Não existe bem estar social sem energia, sem um consumo mínimo per capita de energia. O olhar para o futuro concilia soberania energética com desenvolvimento social e caminha junto com a transição energética. Num futuro bem planejado, haverá lugar para todos. A transição energética justa agrega fontes, tecnologia e pessoas”, destacou Chambriard.

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