Prio mira o Golfo do México, mas retorno baixo freia possível expansão

Revista Brasil Energia | ROG.e 2026

Prio mira o Golfo do México, mas retorno baixo freia possível expansão

Companhia considera parte norte-americana do Golfo como única área de internacionalização devido à sua expertise, contudo o retorno aquém de suas expectativas não os anima ainda a investir

Por Fernanda Legey

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Foto: Divulgação IBP

Prio considera internacionalizar atividades na porção norte-americana do Golfo do México, no entanto a empresa observou que ativos da região não dariam o retorno esperado, disse o CEO Roberto Monteiro em palestra na ROG.e 2026 nesta quarta-feira (23).

Lá é a única região que olham em termos de internacionalização, devido a uma questão de jurisdição e por considerarem que sua expertise poderia funcionar. Segundo Monteiro, como o mercado de fusões e aquisições (M&A, em inglês) no Brasil está “meio parado”, o olhar volta-se para outras regiões. 

“O que a gente tem visto no Golfo do México são retornos que não são tão atrativos para a companhia. É uma coisa que a gente não abre mão é do nosso nível mínimo de retorno. Com isso, às vezes a gente não consegue comprar”, ressaltou Monteiro.

A companhia continua enxergando o Brasil como um lugar de retorno financeiro, vide a aquisição de Peregrino, como exemplificou o CEO. A Prio detém 80% de Peregrino desde novembro de 2025 e espera adquirir os 20% restantes entre outubro e novembro.

Conforme publicado pela Brasil Energia, a Prio pretende atingir os 200 mil bpd a partir da perfuração de mais dois poços, que foram anunciados após resultados positivos em outros dois poços perfurados no campo neste ano. A expectativa é que a aquisição dos 20% restantes em Peregrino possa aumentar a produção da companhia para 210 mil bpd, de acordo com Monteiro. 

Ele também afirmou que os dois poços em Frade e alguns em Peregrino foram adiantados por causa do barril a quase US$ 100. Os projetos estavam previstos para 2027. 

“Estamos falando de quase US$ 150 milhões que a gente antecipou porque nós tínhamos as locações, nós tínhamos tudo preparado e a gente tinha material em estoque”, disse o CEO.

 

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