SBM Offshore busca talentos em Sergipe e aposta em IA e dados
Julien Dainotto detalha o acordo com IBP para formar profissionais no Nordeste, a integração de inteligência artificial e as oportunidades de mobilidade global na frota de FPSOs
Com nove plataformas FPSO em operação e mais de 2.300 colaboradores no país — fatia que responde por cerca de 30% do quadro global da multinacional —, a SBM Offshore prepara a expansão de sua força de trabalho para atender aos próximos ciclos de exploração e produção no Brasil. Durante a ROG.e, a companhia assinou um memorando de entendimento com o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) para estruturar um novo ciclo do programa Talentos do Futuro, voltado a capacitar profissionais no estado de Sergipe.
Em entrevista à Brasil Energia, o gerente de Recursos Humanos da SBM Offshore no Brasil, Julien Dainotto, explicou que a iniciativa visa antecipar a formação de mão de obra técnica local para projetos estruturantes, como Sergipe Águas Profundas (SEAP). O executivo destacou que a atração de jovens engenheiros depende de dar visibilidade ao impacto real das operações e do trabalho em equipe, abordou a incorporação de ferramentas de inteligência artificial para tomada de decisão em tempo real e ressaltou as trilhas de mobilidade de carreira internacional para os profissionais brasileiros.
Veja os principais destaques da entrevista:
Expansão do programa Offshore do Futuro para Sergipe
Após uma edição piloto bem-sucedida no Rio de Janeiro com foco na inclusão de mulheres, a SBM Offshore firmou novo memorando com o IBP para levar o programa a Sergipe. A iniciativa visa integrar conhecimento teórico acadêmico com vivência prática na indústria, preparando a cadeia local para a chegada dos FPSOs de Sergipe Águas Profundas (SEAP).
Dimensão da operação e contingente no Brasil
A subsidiária brasileira concentra mais de 2.300 funcionários e opera nove FPSOs, representando quase um terço de toda a força de trabalho global do grupo holandês.
Perfil de competências e equilíbrio com soft skills
Embora o domínio técnico de engenharia continue como pré-requisito mandatório, a seleção de talentos tem priorizado habilidades comportamentais (soft skills). A gestão valoriza a capacidade de comunicação, trabalho colaborativo multidisciplinar e adaptabilidade para lidar com a complexidade operacional dos navios-plataforma.
Atração e anseios das novas gerações
Diante dos desafios educacionais das engenharias no país, Dainotto pontuou que o recrutamento eficaz depende de demonstrar a tecnologia e a governança por trás da indústria. Os jovens profissionais buscam clareza sobre o propósito de suas funções, oportunidades reais de aprendizado e participação ativa nas metas de transição e eficiência energética da empresa.
Inteligência artificial como apoio à decisão
A companhia trata a IA e a ciência de dados não como ferramentas de substituição de pessoal, mas como alavancas de suporte para a liderança e operadores. A grande densidade de dados gerada diariamente nos sistemas de bordo dos FPSOs é processada por algoritmos para apoiar decisões preventivas e elevar a segurança operacional marítima.
Mobilidade e exposição internacional
A empresa oferece trilhas de mobilidade geográfica para atuação física em outras subsidiárias no exterior, além de permitir experiência global sem saída do país, integrando profissionais baseados no Brasil ao suporte técnico de projetos e operações da SBM em outros continentes.
Veja a entrevista na íntegra aqui.
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