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Licitações de dutos manterão conteúdo local de 60%, diz diretora da Petrobras

A empresa quer sustentar um patamar elevado de exigência de aquisição do equipamento no Brasil. A primeira concorrência com essa característica foi lançada no fim do mês passado e as próximas terão o mesmo patamar de cobrança

Por Fernanda Nunes

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Renata Baruzzi, diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras (Foto: Divulgação/Petrobras)

A Petrobras vai manter na faixa de 60% o conteúdo local exigido nas licitações de dutos flexíveis, como afirmou Renata Baruzzi, diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da empresa, à Brasil Energia. Ela ainda contou que sua equipe tem se aproximado das empresas fornecedoras para pedir que aumentem o volume de aquisições locais. 

Outra frente de trabalho é a identificação de empecilhos à expansão do mercado interno. Como caso de sucesso, Baruzzi citou o exemplo do segmento de árvore de natal molhada, um equipamento exportado pelo país e que, portanto, pode ser 100% adquirido no Brasil.

“A gente está com uma produção muito grande de dutos flexíveis. Há várias fábricas instaladas no país que estão topadas (com nível máximo de ocupação)”, afirmou Baruzzi, explicando por que a Petrobras optou por elevar o conteúdo local nas licitações desses equipamentos. 

A estratégia da petrolífera tem sido aumentar a exigência de aquisição bens e serviços brasileiros nas licitações que envolvem elos medianos da cadeia fornecedora, em vez de extrapolar os percentuais nos contratos bilionários de FPSOs que pretende fechar até 2030. 

Para os FPSOs, o conteúdo local tem sido fixado na casa de 20% e 30%, principalmente, porque a maioria das licitações de navios-plataforma abertas é para projetos de recuperação de campos maduros, de menor retorno econômico, que exigem da empresa um esforço de redução de custos. 

O primeiro grande bid de dutos flexíveis com conteúdo local mais elevado foi lançado no fim do mês passado, para a compra de 206,4 km de linhas, que vão ser instaladas também em campos do pré-sal. Na licitação, foi exigida a aquisição no Brasil de pelo menos 60% dos serviços de logística, supervisão e montagem e 56% dos equipamentos. 

A concorrência é dividida em três lotes, de fornecimento de 71,5 km, 96,5 km e 38,4 km de dutos flexíveis. O prazo de vigência do contrato é de três anos, podendo ser prorrogado para cinco anos.

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