Rosatom defende novas usinas para sustentar demanda
Usinas nucleares de grande porte oferecem energia mais barata no longo prazo e maior capacidade de geração contínua, defende Ivan Dybov, diretor da estatal russa Rosatom
A expansão da energia nuclear como estratégia para atender à crescente demanda energética, principalmente com o avanço da IA e dos data centers, foi um dos pontos defendidos por Ivan Dybov, diretor da estatal russa Rosatom para a América Latina, em entrevista à Brasil Energia durante o Ibem 2026, realizado esta semana em Salvador (BA).
Segundo o executivo, apesar do avanço das discussões sobre os pequenos reatores nucleares, os SMRs, as usinas nucleares de grande porte oferecem energia mais barata no longo prazo e maior capacidade de geração contínua, sendo mais adequadas para atender o volume de demanda do país.
Para Dybov, os SMRs teriam aplicação mais específica, especialmente em regiões isoladas como a Amazônia, ou em projetos industriais eletrointensivos, como mineração e metalurgia.
Outro argumento destacado pelo executivo é a resiliência da fonte nuclear frente a instabilidades geopolíticas - as usinas nucleares dependem menos de variações constantes no fornecimento de matérias-primas. Dybov também destacou como positivo o avanço do PL 4836/2024, que estabelece critérios para a instalação de usinas nucleares no Brasil.
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