Bahia impulsiona investimentos para protagonismo na transição energética

Revista Brasil Energia | Ibem 2026

Bahia impulsiona investimentos para transição energética

Diretor-presidente da Bahiainveste, Paulo Guimarães, fala à Brasil Energia sobre a estratégia da agência para atrair projetos de energia renovável com geração de riqueza local

Por Fernanda Legey

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A Bahia tem um potencial enorme no setor de energia, que no passado lhe deu pioneirismo na exploração e produção de petróleo e gás, no refino e da produção petroquímica, e hoje está fazendo o estado se destacar em projetos de transição energética, abraçando um leque de segmentos, que vão da geração de energia eólica solar, à produção de combustíveis renováveis.

A avaliação foi feita pelo diretor-presidente da Bahianveste, Paulo Guimarães, em entrevista à Brasil Energia no Ibem 2026, realizado esta semana, de 24 a 27/3, em Salvador, que aposta da recuperação o protagonismo do estado no setor energético com a implementação de novos projetos.

Segundo Guimarães, o desafio da agência de promoção de investimentos é transformar esse novo potencial em oportunidades de negócios em toda a cadeia de produção dos setores, com geração local de emprego e renda, em áreas urbanas e principalmente em áreas remotas do interior.

“A Bahia tem um potencial enorme no setor de energia. Isso começou há muito tempo atrás, com o início da produção de petróleo no Brasil, que foi aqui na Bahia, a primeira refinaria, depois o Polo Petroquímico de Camaçari. E à medida em que as coisas foram avançando no sentido das fontes renováveis, a Bahia redescobriu uma vocação”, observou o executivo, destacando as possibilidades que o estado tem de ser efetivamente protagonista na transição energética, impulsionando negócios que integrem as cadeias de produção de energia renovável.

Ele deu o exemplo das indústrias de geração de energia eólica e solar na Bahia, que possui regiões com os melhores ventos do mundo, com a instalação de projetos de operação e fabricação de equipamentos, para atender o mercado nacional e também a exportação.

O executivo ressaltou que o potencial de energia eólica e solar abriu a possibilidade de projetos para produção diferenciada de hidrogênio no estado, agregando valor ao produto. O governo da Bahia lançou um plano estadual para beneficiar a produção de hidrogênio, preferencialmente para consumo local.

“Não é só produzir hidrogênio, nós queremos agregar valor”, diz o executivo, complementando que o estado quer a produção do hidrogênio verde na Bahia e suas aplicações na produção de fertilizantes nitrogenados, por exemplo, e na mineração.

O diretor-presidente da Bahiainveste destacou que o trabalho da agência também tem a preocupação de impulsionar negócio para uma transição energética justa. “Esses projetos, no máximo que for possível, eles vão trazer benefícios para a população: seja para chegar a energia onde não existe energia, seja para você pegar o agricultor familiar e incluir na sua cadeia produtiva, seja para você contratar empresas locais para fazer os serviços que antes eram contratados fora daqui”, disse Guimarães.

Ele citou como exemplos as cidades que recebem projetos de energia eólica e solar, e os projetos da instalação da usina de etanol da Impasa e a retomada das atividades do estaleiro Enseada para construção de embarcações destinadas à exploração de petróleo e gás, que estão estimula a cadeia local de pequenas, de médias empresas com a abertura de novos negócios.

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