Revista Brasil Energia | Amazonas OGE 2026

Amapá já se movimenta para aproveitar oportunidades

Governo trabalha com um Repetro dentro do Repetro, institui GT para definir localidades para um porto de apoio offshore e quer formar pessoal qualificado visando um possível gap de mão de obra. No plano internacional, um corredor logístico está sendo pensado com o Suriname e futuramente com a Guyana.

Por Rosely Maximo

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O potencial econômico do Amapá na nova fronteira de petróleo e gás da Margem Equatorial é um dos temas abordados por Antônio Batista, diretor da Agência de Desenvolvimento Econômico do estado, em entrevista à Brasil Energia.

Segundo ele, a exploração de petróleo e gás na Margem Equatorial, especificamente na Bacia da Foz do Amazonas, é a grande janela de oportunidade para a mudança da matriz econômica local e, para tanto, o governo, por meio da agência e de outras secretarias, tem trabalhado para estruturar o ambiente de negócios.

Entre as ações, estão a qualificação de mão de obra, a atração de investimentos estrangeiros e melhorias de infraestrutura portuária, como no Porto de Santana, que trabalha para atrair empresas de logística que já operam no setor de óleo e gás para se instalarem no entorno do terminal. 

Batista acrescentou que o estado já aderiu à lei do Repetro, garantindo isenções e incentivos fiscais. Também identificou a necessidade urgente de um porto de apoio offshore e já firmou parcerias e acordos de confidencialidade com gigantes da área de engenharia e logística, como a Transpetro, para mapear as áreas mais adequadas para essa construção. 

Paralelamente, o Amapá está correndo contra o tempo para capacitar sua mão de obra local, firmando acordos de cooperação com o estado do Rio de Janeiro para absorver cinco décadas de expertise no setor em apenas cinco anos.

A posição geográfica do estado também é vista como um trunfo diplomático e comercial. O governo amapaense projeta transformar a região em um hub logístico fundamental do Arco Norte, facilitando rotas de cabotagem e conectando os pólos fornecedores do Brasil às bacias do Suriname e da Guiana.

O equilíbrio necessário entre exploração e preservação ambiental também foi citado por Batista: o governo estadual defende a exploração com rigor científico, argumentando que a riqueza gerada deve financiar tanto o bem-estar social quanto a preservação da floresta, que cobre 70% do estado.

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