AM quer avançar com energia, mineração e transição sustentável
Segundo Ronney Peixoto, secretário de Energia, Mineração e Gás do estado, novo ciclo alia crescimento econômico à sustentabilidade
O secretário de Energia, Mineração e Gás do estado, Ronney Peixoto, detalhou o que chama de “ciclo contemporâneo de desenvolvimento”, baseado na diversificação da economia para além do Polo Industrial de Manaus, durante entrevista no terceiro dia do Amazonas Óleo, Gás e Energia 2026.
Segundo Peixoto, o Amazonas busca reduzir sua dependência industrial ao investir nos setores de gás e de mineração - o estado abriga a maior reserva de gás onshore do Brasil, com projetos liderados por empresas como Eneva e Petrobras, que vêm ampliando a produção e atraindo novos investimentos.
Além disso, o governo planeja a hibridização de 92 sistemas isolados, substituindo gradualmente o diesel por energia solar. A medida deve ampliar o acesso à energia, reduzir custos e mitigar impactos ambientais, além de combater a pobreza energética em comunidades remotas. Iniciativas na exploração de potássio, nióbio e terras raras - insumos essenciais para fertilizantes e tecnologias ligadas à transição energética - também podem impulsionar a criação de um polo industrial voltado à produção de insumos agrícolas.
A expectativa é que os investimentos gerem cerca de 30 mil empregos até 2030, adicionando aproximadamente R$ 30 bilhões ao PIB estadual.
O secretário também citou o Programa Estadual de Transição Energética, o Peten, ainda em fase de detalhamento. De acordo com Peixoto, o programa será responsável por definir, na prática, as ações da política de transição energética local, como a redução do consumo de combustíveis fósseis, especialmente nos sistemas isolados, a hibridização de termelétricas e o incentivo ao uso de biocombustíveis, entre outros pontos.



