Revista Brasil Energia | Amazonas OGE 2026

Hibridização pode beneficiar sistemas isolados e diminuir CCC

Fabio Lima, diretor-executivo da Absae, também defende a urgência de um leilão de reserva de capacidade para baterias, estimando uma necessidade de 5 GW para o país

Por Rosely Maximo

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A combinação de geração solar com sistemas de armazenamento de energia nos sistemas isolados da Amazônia pode contribuir não só para a transição energética, mas também para diminuir a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), na opinião de Fabio Lima, diretor-executivo da Absae. O subsídio, que impacta diretamente a conta de luz dos brasileiros, soma aproximadamente R$ 12 bilhões por ano.

A hibridização dos sistemas não eliminaria a necessidade de investimentos em termelétricas, mas propõe um modelo integrado, uma “tríade” para oferecer segurança, flexibilidade e baixo custo com confiabilidade para o consumidor da região.

Lima também destaca que o setor elétrico vive hoje uma crise de flexibilidade e, para superá-la, soluções BESS devem ser implementadas - seja em grandes sistemas que vão ser contratados por meio de leilões, seja em sistemas que vão ser descentralizados em cada gerador e consumidor, em decisões econômicas que levem em consideração cada ponto nodal do sistema.

O executivo também defende a urgência de um leilão de reserva de capacidade para baterias, estimando uma necessidade de 5 GW para o país, inclusive em face dos resultados do LRCap, certames nos quais, segundo Fabio, nenhuma das tecnologias contratadas atende o maior risco do país, que é o controle no vale de carga. Na opinião do executivo, para ajudar na rampa de carga e também na ponta, no déficit de potência, a melhor saída são as baterias.

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