Revista Brasil Energia | Bahia Oil & Gas Energy 2025

Vídeo: Luiz Gavazza, da Bahiagás

O presidente da Bahiagás, Luiz Gavazza, atualiza o plano de expansão da companhia, fala da estratégia para o biometano e o impacto na tarifa

Por Rosely Maximo

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A Bahiagás está adotando o modelo de redes locais para acelerar a interiorização do gás natural na Bahia, levando o combustível a regiões distantes antes mesmo da conclusão de grandes gasodutos. A estratégia, aprovada pela agência reguladora estadual, a Agerba, permite atender municípios como Vitória da Conquista por meio de parcerias com empresas especializadas em gás natural liquefeito (GNL).

"Em Conquista já estamos iniciando a construção de uma rede local no distrito industrial dos Imborés", explicou o presidente da Bahiagás, Luís Gavazza, em entrevista à Brasil Energia. O fornecimento será viabilizado através de parceria entre GNLink, Petrobahia e Bahiagás, que liquefaz o gás em Itabuna, transporta até o destino e regaseifica para distribuição local.

O sistema funciona de forma integrada: a GNLink utiliza gás da Bahiagás, comprime para distâncias curtas ou liquefaz para trajetos longos. No destino, estações de regaseificação transformam o produto novamente em gás para alimentar a rede local. "Aquele custo maior para transportar o gás liquefeito é um volume pequeno em relação ao que movimentamos", justificou Gavazza.

A empresa também aposta no biometano como alternativa sustentável. Uma chamada pública já recebeu propostas para Juazeiro, incluindo um consórcio da Agrovale e Geomit. “Vamos entrar nas tratativas comerciais e pode ser que a gente tenha, em até dois anos, a instalação de uma primeira microrregião verde”, destacou o presidente

Outras regiões demonstram potencial, como o extremo sul baiano, na fronteira com Minas Gerais, onde cinco usinas de cana-de-açúcar poderiam formar consórcio para produção de biometano, e a região metropolitana de Salvador, que possui aterro sanitário com grande volume de resíduos urbanos.

Liderança no mercado livre

Apesar de a legislação baiana de mercado livre ter apenas cinco anos (contra mais de 15 em São Paulo), a Bahia se tornou referência nacional, de acordo com Gavazza. A empresa atende grandes consumidores como a refinaria Acelen (1,3 milhão de m³/dia), Termo Bahia (600 mil m³/dia) e aguarda o retorno da demanda da Unigel Bahia (1,2 milhão m³/dia), depois do acordo recém firmado com a Petrobras.

A Bahiagás também criou o modelo de "cliente híbrido", que permite contratos simultâneos no mercado regulado e livre. A estratégia, na visão de Gavazza, comprova a competitividade das tarifas da empresa: a Braskem, maior consumidor industrial do Brasil, permanece fiel ao mercado regulado da distribuidora baiana.

Diversificação de fornecedores

A empresa possui, atualmente, nove supridores de gás natural com 14 contratos, e está prestes a assinar com o décimo fornecedor. Atualmente, 71% do gás vem da produção onshore, sendo 58,5% do território baiano.

Em termos de mercado, Gavazza ressalta o crescimento do número de clientes da empresa, de 1.306 há 19 anos para mais de 90 mil atualmente. O volume movimentado atingiu 3,75 milhões de m³/dia no mercado contratado e 4 milhões no livre. “A Bahiagás mantém a menor tarifa e menor margem do Brasil”, completa ele.

Assista a vídeo-entrevista:

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